sábado, 15 de agosto de 2009

A importância da preventiva dentro de uma empresa.

As empresas brasileiras gastam por volta de 4% de seu faturamento bruto com manutenção, somando-se nesta conta os gastos com pessoal ou contratação de prestadores de serviço, peças de reposição e capacidade de produção perdida. No setor químico, este gasto alcança a marca de 5% do faturamento bruto. Com pequenas variações, estes percentuais se mantêm estáveis há dezesseis anos. É uma parcela significativa do custo operacional das empresas.
Nos últimos anos, a busca por maior eficiência tem levado as empresas a avaliar com maior rigor o desempenho desse item de custos. Por outro lado, prestadores de serviços estão inovando, ao agregar inteligência à manutenção. O objetivo é gerenciar os ativos com o intuito de obter o melhor desempenho para os negócios. A manutenção industrial reforça a sua importância na estratégia das empresas.

A manutenção industrial começou como uma atividade corretiva: o equipamento quebra, conserta-se. O problema dessa mentalidade são os danos à produção e, às vezes, à saúde do trabalhador e ao meio ambiente. Prejuízo certo. A evolução foi a manutenção preventiva. Com base em dados técnicos e no histórico do equipamento, efetua-se uma parada para a substituição de peças que podem gerar defeitos. Porém muitas peças ainda úteis são descartadas e as paradas, por vezes, não são realmente imprescindíveis, o que gera perdas desnecessárias na produção. O passo seguinte foi a introdução da manutenção preditiva. Por meio de monitoramento constante, coletam-se dados nos equipamentos que indicam a necessidade ou não de reparos ou troca de peças. Para isso são utilizados os mais diversos sensores e instrumentos de análise, como termografia infravermelha para equipamentos eletrônicos, fornos e caldeiras; espectros de vibração para os equipamentos rotativos; e a análise do óleo lubrificante. É preciso, entretanto, investir em instrumentação.